União para um candidato só seria ‘artificial’, diz Meirelles sobre Temer e Maia

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avaliou nesta segunda-feira, 12, que uma eventual união entre ele próprio, o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para uma candidatura única à Presidência da República este ano seria “artificial”. No último fim de semana, Meirelles se encontrou com Temer no Palácio do Jaburu para debater o cenário eleitoral.

“Não acredito nisso. A união para o lançamento de uma candidatura única seria algo que poderia ser visto como artificial. Talvez não seja isso que a população quer, para haver mais oportunidades de escolha na eleição”, disse o ministro, após participação no evento Gazeta Agro.

Tratado como presidenciável pela organização do evento, Meirelles afirmou que ainda está conversando com diversos partidos políticos e fazendo pesquisas qualitativas sobre qual projeto a população desejaria para o País.

Meirelles tem até o dia 7 de abril para se descompatibilizar do cargo de ministro para concorrer à Presidência. Segundo ele, o governo pode apresentar projeto de simplificação do PIS/Cofins – uma das 15 pautas prioritárias do governo na economia – ainda neste prazo.

Ao falar com os jornalistas, ele evitou comentar em detalhes a decisão dos Estados Unidos em sobretaxar o aço e o alumínio importados. “Estamos ainda avaliando as ações do governo americano. O importante é que o comércio seja mais livre no mundo. É importante que o comércio seja justo e que não haja barreiras artificiais”, completou.

Brincadeiras de Maggi

Antes, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, brincou com a chegada do ministro da Fazenda ao evento na capital de Mato Grosso. “O ministro Meirelles chegou atrasado e falei para ele sorrir muito e ser muito simpático, afinal ele é pré-candidato à Presidência da República. Com certeza todos os pedidos do governador (de Mato Grosso) Pedro Taques serão atendidos hoje por Meirelles”, afirmou, durante abertura do evento Gazeta Agro.

Meirelles foi a última autoridade a chegar ao local do evento.

Antes, Taques reclamou da ausência de investimentos do governo federal em Mato Grosso e da falta de autorização por parte do Tesouro Nacional para que governos estaduais busquem empréstimos no exterior.

Também pediu a regulamentação do fundo de compensação da Lei Kandir, que isenta de tributos – como o ICMS – os produtos exportados.

 

 

Fonte: Quidnovi/Estadão