Brasília, 20 de janeiro de 2018
9 jan 2018

Reforma da Previdência: por trás dos holofotes

Por: Mino Pedrosa

 

O presidente, Michel Temer (PMDB-SP), anda em lua de mel com o deputado federal Paulinho da Força, (Solidariedade-SP). O motivo: a sobrevivência das centrais sindicais e o casamento com a Reforma da Previdência. Vale a pena lembrar que em um passado ressente, no Impeachment da presidente, Dilma Roussef, Paulinho vestiu uma aliança de casamento com Temer, cuidando dos interesses da Força Sindical.

Após o impeachment, Temer lançou alguns projetos que foram de encontro com a classe trabalhadora. A reforma Trabalhista foi o estopim para o rompimento. O corte nos repasses de verbas federais para os sindicatos selou de vez esse rompimento. Agora que Temer precisa do apoio dos deputados para aprovar a Reforma da Previdência está usando como moeda de troca a liberação de milhões de reais para os sindicatos, para garantir o apoio nas reformas que o governo federal julga cruciais para tirar o país do atoleiro.

O maestro que está costurando como interlocutor de Temer é o ministro, Elizeu Padilha, que aos poucos vem convencendo Paulinho da Força a unir esforços para a aprovação da Reforma da Previdência. O apoio da Força Sindical ao presidente Temer, será de suma importância no embate com a Central única dos Trabalhadores (Cut), braço sindicalista do Partido dos Trabalhadores. Nos bastidores do Congresso Nacional o comentário é de que Paulinho da Força, têm um cacife alto para manter a sobrevivência de um guarda chuvas de sindicatos ligados a Força Sindical.

Paulinho da Força, é o presidente do Solidariedade. No entanto, o pombo correio de Temer, Ministro, Elizeu Padilha, recebeu um recado do deputado Paulinho que lidera quatorze deputados do Solidariedade. O recado é para que o governo recue e reformule o trecho que acaba com a obrigatoriedade do imposto sindical anual. Paulinho defende que a extinção da contribuição seja progressiva e não imediata.

Em busca de votos para aprovar a Reforma da Previdência, o presidente Michel Temer, tenta suas ultimas cartadas para aprovar o texto na Câmara Federal no inicio de 2018.  Às Centrais Sindicais que se opõem ao texto, Temer, garante que baixará portaria em fevereiro liberando o pagamento de cerca de 500 milhões em verbas do imposto sindical que estão retidos na União.