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  • 5 abr 2017

RASTREANDO OS MARQUETEIROS

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta terça-feira (4) o acordo de delação premiada do ex-marqueteiro do PT João Santana, e sua esposa, Mônica Moura e também de André Luis Reis Santana, funcionário do casal.

Mas, para selar o acordo, o casal Santana teve que aumentar a oferta e entregar o esquema do ex-presidente Lula com as campanhas que a dupla atuou no Brasil, na América Latina e África.

A delação do maior especialista em marketing político da história recente brasileira vai dar início a uma série de novas delações envolvendo outros marqueteiros, alguns também famosos como o já encrencado Duda Mendonça e o Renato Pereira, dono da agência de propaganda Prole do Rio de Janeiro, marqueteiro de vasto currículo  – já fez as campanhas de Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Henrique Caprilles. Na Venezuela, por exemplo, passando por Paulo Vasconcelos que coordenou o marketing de Aécio em 2014, até figuras menos expressivas, consideradas laranjas de outros esquemas, como o jornalista Alexandre Augusto, conhecido como Alexandre Baiano e seu sócio Pascoal Gomes. Ambos também trabalharam juntos nas eleições legislativas de Angola e de São Tomé e Príncipe, na África, suspeitos de terem recebido pagamentos oriundo de propinas de empresas brasileiras.

Alguns já se adiantaram, como é o caso de Renato Pereira que já negocia a sua colaboração.

Os outros estão sendo investigados e se não colaborarem com os procuradores federais, fatalmente, serão conduzidos a Curitiba por força maior da Justiça.

Afinal de contas, o MPF não vai se conformar apenas com as delações de João Santana e sua mulher Mônica, sabendo que os outros também beberam da mesma fonte.