Brasília, 24 de fevereiro de 2018
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  • 11 abr 2017

Primeira cineasta negra do Brasil, Adélia Sampaio exibe filme em Brasília

délia Sampaio entrou para a história do cinema brasileiro ao se tornar a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem. Aos 74 anos, com seis filmes dirigidos e mais outros 70 em que atuou na produção, a cineasta mineira chega a Brasília nesta terça-feira (11) para exibir seu primeiro longa-metragem, “Amor maldito”, na Universidade de Brasília (UnB).

O filme – baseado em uma história real – aborda a temática homossexual feminina. O longa será exibido no anfiteatro 10 da UnB, às 14h30, e integra uma série de atividades preparativas para o 1º Encontro de Cineastas e Produtoras Negras, que acontece em agosto.

Uma das obras de Adélia Sampaio já teve Brasília como cenário. A cineasta atuou na produção artística do documentário “AI 5 – O dia que não existiu”, gravado no Congresso Nacional.

“Sou de uma época em que as coisas eram infinitamente mais difíceis. Mas, me propus a atuar em vários setores do cinema, desde telefonista até chegar à direção”, diz.

A historiadora e professora da UnB, Edileuza Penha de Souza, confirma que Adélia Sampaio é a primeira cineasta negra do Brasil, “não constam outras antes dela nos registros”. A professora que pesquisou o tema em sua tese de doutorado, diz que esta será a primeira premiação voltada para mulheres negras no cinema.

Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) mostram que dos 143 filmes brasileiros que estrearam em 2016, apenas 29 foram dirigidos por mulheres. Souza explica que este é o motivo da mostra querer dar visibilidade ao que as mulheres estão produzindo.

“O número de mulheres cineastas é insignificante. O de cineastas negras ainda mais, principalmente quando pensado na perspectiva de filmes que tiveram grandes bilheterias no Brasil”, diz Edileuza.

Lançado em 1984, o filme exibido nesta terça é baseado em uma história real e conta a vida de duas jovens mulheres, Fernanda, uma executiva, e Sueli, uma ex-miss, que se apaixonam e decidem morar juntas.

Porém, Sueli se entendia do relacionamento amoroso que leva com Fernanda e envolve-se com um jornalista. A mulher engravida do amante e ele a abandona. Em desespero, Sueli se atira da janela do apartamento de Fernanda, que passa a ser acusada de homicídio.

Serviço

Cine-debate com Adélia Sampaio
Data: 11 de abril (terça-feira)
Horário: 14h30
Onde: Anfiteatro 10 – ICC Sul – Campus Darcy Ribeiro – UnB