Preso PM que vendia e alugava armas em Vicente Pires

Um dos principais fornecedores de armas a criminosos do Distrito Federal foi preso na segunda fase da Operação Paiol, que cumpriu, até o momento, cinco dos 18 mandados de busca e apreensão no DF e em cidades de Goiás. De acordo com os investigadores, um policial militar da reserva do DF mantinha um arsenal na casa onde morava, em Vicente Pires. Também acabaram presos um militar do exército e outro da aeronáutica.

Segundo a polícia, o PM aposentado recarrega as armas em casa, as vendia e até alugava. Os principais clientes eram criminosos das cidades de Ceilândia e Samambaia. No local foram apreendidas 16 armas de calibres .38, .765 e .45 e mais de 1 mil projeteis. O delegado-chefe de 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), Victor Dan, é o responsável pela investigação que durou cinco meses. “O policial tem a permissão para recarregar armas, mas não em sua residência, como estava ocorrendo. Apreendemos os artefatos, que serão analisados para confirmar se são registrados ou não”, esclarece Victor.

Para desenvolver a investigação e as prisões, houve a participação de 200 policiais civis. No total, desde a primeira fase da Operação Paiol os agentes apreenderam mais de 10 mil munições, armas de calibre restrito, além de dinamites usadas para a explosão de caixa eletrônico.

Primeira fase

A primeira etapa da Operação Paiol ocorreu em março, quando um ex-policial militar de Goiás, identificado como Pedro Henrique Freire de Santana, começou a ser investigado e acabou preso. A suspeita do delegado-chefe Victor Dan é a de que o homem conseguiu as armas com ex-colegas de serviço. Além do militar, outras 16 pessoas foram presas, e houve a apreensão de sete armas e drogas.

Preso em Samambaia, Pedro matinha em casa os artefatos. Ainda, o ex-militar utilizava uma distribuidora de bebidas, uma loja de celulares e uma barbearia para o comércio ilegal. Ele teria fornecido o armamento para criminosos, que fizeram um roubo na QNN 10, em Ceilândia. A ação foi o pontapé da investigação.

Prisões e apreensões ocorreram em Ceilândia, Planaltina e Samambaia. No total, a delegacia conseguiu confiscar mais de 100 aparelhos eletrônicos, sobretudo celulares, uma dinamite, oito armas e 70 munições.

Se condenados, os suspeitos responderão por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tráfico de armas restritivas e não restritivas, corrupção de menores, associação criminosa e por crimes contra o patrimônio.

 

Fonte: Quidnovi/Correio Braziliense