Política: retrato decadente de uma oligarquia

Por Mino Pedrosa

Na corrida pelo comando do Buriti vale tudo. Até explorar a imagem de um ícone na política de Brasília debilitado e inconsciente. A matriarca da família Roriz, Dona Weslian, que vendeu apoio por dinheiro na campanha de Gim Argelo a reeleição ao Senado. Agora, sabe-se lá, apoia Eliana Pedrosa para disputar o governo do Distrito Federal (GDF).

A matriarca levada pelas filhas Jaqueline e Liliane Roriz, ambas inelegíveis com problema de corrupção na justiça, negociam a imagem do pai buscando a barganha. Jofran Frejat, conhecido em Brasília como fiel escudeiro de Joaquim Roriz, sempre a frente da pasta da saúde não apaga da memória do eleitorado maduro os estreitos laços de alguns governos que fez parte ao lado do velho cacique.

Dona Weslian, quando Frejat lançou-se pré-candidato, prometeu apoio incondicional. No entanto, na busca de ofertas pesou na balança pendendo para o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) que lança a sorte Eliana Pedrosa, em uma canoa furada.

A exploração da imagem do ex-governador Joaquim Roriz, ladeado por Eliana Pedrosa e dona Weslian, mostra a decadência política na família Roriz que busca se apegar em qualquer candidato sem se preocupar com o apagar das chamas que mantém acesa a história do ícone da política brasiliense.

As pesquisas internas encomendadas pelos pré-candidatos chancelam a dificuldade que a pré-candidata do PROS tem para decolar. O tempo passou e o grupo de Frejat e o de Rollemberg já estão pré-definidos e não há mais espaço para aqueles que tentaram o voo solo.