Brasília, 20 de fevereiro de 2018
18 abr 2017
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Palocci pela Backdoor I

A delação de Antônio Palocci, vulgo “Italiano”, traz à luz uma nova vertente de corrupção ainda não explorada. Além de bancos, empresas de publicidade, em seu bojo traz o bilionário segmento das empresas de TI (Tecnologia da Informação). Este setor faz o link com vários países ao redor do mundo através de empresas como Microsoft, Oracle, Dell e IBM que tem o Governo Brasileiro com um dos seus principais clientes.

Vem à tona banqueiros, marqueteiros e empresários da área de TI que costumavam voar de São Paulo e Brasília em jatinhos até Ribeirão Preto para fechar direto com Palocci e Branislav Kontic, ponta de lança do Italiano.

No segmento de TI, até o momento, foram revelados os casos da Consist no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e Serpro para cobrança de crédito consignado comandado por um esquema com Paulo Bernardo ex-ministro de Lula e Dilma. Além deste, temos o caso dos repasses feitos em contratos com o Banco do Brasil fechados com a área de Tecnologia do Banco entre 2008 e 2010, e que tiveram pagamentos de R$ 8 milhões feitos pelas empresas Ação Informática, PBTI Soluções e CTIS Tecnologia.

Em verdade, o grupo de empresas de TI com sede em Brasília, já vem, em anos, sob mira de várias investigações como CPI dos Correios, CPI do Carlinhos Cachoeira, Operação Caixa de Pandora e mais recentemente as fases da Lava Jato Pixuleco I, Pixuleco II e Custo Brasil.

A força tarefa da Lava Jato, já de posse de dados levantados pelo desmembramento da Pixuleco ll no Supremo (STF), acredita que as investigações sobre as empresas de TI de Brasília podem se espalhar por vários contratos feitos com ministérios da Esplanada, e com indícios que levam também a outras investigações de contratos da área TI em empresas como Petrobras, BR Distribuidora, Caixa e BB.