Pão: Ser ou não Ser? Eis a questão.

17/08/2011  -  20:43

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Por Roland Gourmet

Há locais em Brasília que sempre me questiono se oferecem um bom serviço, uma boa gastronomia ou um network fenomenal?

A Belini é um desses lugares. Passo quase que diariamente na “Padaria” para o café da manhã simples ( pão francês com queijo , um suco de laranja e um excelente cafezinho). Vez por outra, me vejo “convidado” pelo meu editor chefe Mino Pedrosa para uma almoço rápido e alguma sugestão, minha, para o cardápio do fim de semana, dele. E a mais radical das propostas é para o café, brunch, lanche , happy-hour ou seja lá o que for, da tarde naquela que há anos é considerada a melhor Padaria de Brasília pela VEJA, pela ROTEIRO... Será???

Brasília tem grandes padarias. Mas as mais famosas, são as freqüentadas pela “elite” da cidade. Entrar na Belini e não ver um “famoso” é como assistir uma novela brasileira sem um artista conhecido: impossível! Mas daí a saborear iguarias maravilhosas são outros quinhentos.

A verdade é que a Belini faz uma das melhores baguetes da cidade. É inegável. Os pães franceses, depende do dia e do padeiro. Não há uma constância no padrão do pão francês. “Tem dias maravilhosos!” , como diz meu santo pai, morador das 114 Sul e que não dispensa o pão francês da Belini no café da manhã. “Mas tem outros... que parece que o padeiro brigou com a mulher”, arremata o velho que é genro de dono de padaria no Rio de Janeiro nas décadas de 50, 60 e 70.

Minha mãe, filha de padeiro, fica furiosa quando o pão não está “daquele jeito crocante!” E para ela, o café que vale a pena é o do final da tarde. Ultimamente, o pão da Belini, quitutes e quitandas, não tem agradado muito o paladar de “mamys” e das amigas que costumam se reunir na varanda, antes fresca da casa, mas que agora vez por outra desligam o ar condicionado para economizar energia e em muitos casos acabam afastando clientes que consideravam o lugar aprasível para um bate papo a tarde. Minha mãe tem despencado da 114 Sul para o final da Asa Norte para arrematar na Padaria Capri da 114  ou na Santo Antônio, pães diferenciados.

É parece que o velho pão francês está mesmo fora de forma. Está bem difícil de achar na cidade “aquele” pãozinho tradicional e encantador. Quando o dito cujo esfria é que vemos a procedência da iguaria: quebradiço e farelento ou borrachudo e duro. Quentinho, é o golpe perfeito: agrada a todo mundo.

As Padarias estão cada vez mais sofisticadas. É pão integral, de linhaça, com passas, com queijo, recheado com presunto, provolone, tomate seco e ricota... uma variedade sem fim. Ciabatas, pão de forma, roscas, bolos, tortas, docinhos, pão sírio, nossa!!!!

E o velho pão francês onde fica???

Esquecido??? Só se for pelos padeiros. Porque na mesa, todos os dias, é ele que continua sendo o favorito dos  brasileiros e brasilienses.  Mesmo com pequenas variações no humor do padeiro, o pequeno francês da Belini ainda é dos melhores do cidade. Mas o que vale a pena mesmo é a baguete, o verdadeiro pão que os franceses carregam de baixo do braço.

Voilá!

Enviado por: Rolland Gourmet  17/08/2011 - 20:43