Cultura & Diversão

Exposições no Forte de Copacabana atraem público recorde

15/06/201200:01

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Foto: Divulgação

 

A professora pergunta para a turma de alunos: "Sobre o que é a Rio+20?". E a turma responde em uníssono: "Sobre sustentabilidade." E quem vem para esse encontro? Um menino se aventura: "Os governadores do mundo." Governadores? "Governantes", corrige-se o garoto. E como podemos ajudar o planeta? "Reciclando o nosso lixo", a turma recita.

"Tá bom para começar", diz a professora. Dali a pouco, os estudantes entrarão na exposição Humanidade, o evento paralelo à Rio+20 que a Fiesp, Firjan e Fundação Roberto Marinho organizaram no Forte de Copacabana (zona sul do Rio).

São 16 ambientes temáticos, organizados pela diretora geral da exposição, Bia Lessa. Todos estão, literalmente, "pendurados" em duas enormes estruturas de andaimes, com seis andares cada. Cenografia e iluminação são de encher os olhos.

Tem sala com imagens em 3D, sala com feixes de laser; outra é um cubo de espelhos dentro da qual flutuam cubinhos coloridos com nomes de pessoas (parece uma constelação), uma gaiola em que notas de dinheiro de vários países voam ao sabor do vento (para criticar o capital especulativo volátil?), fora vídeos com depoimentos de artistas e intelectuais falando sobre a história e cultura brasileiras.

BIBLIOTECA

Uma das mais impressionantes instalações é a Capela Espaço da Humanidade, uma biblioteca com 10.000 títulos selecionados por 120 personalidades brasileiras tão diferentes quanto os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso, a atriz Bibi Ferreira, ou o cantor e compositor paulista Criolo - cada um listou os livros mais importantes de sua vida.

Os visitantes percorrem o ambiente e têm a possibilidade de folhear os livros escolhidos. "Eu me sinto um pouco como um voyeur passeando pela alma dos caras que admiro", disse o bancário Antonio de Menezes Silva, 43.

A exposição Humanidade tornou-se o mais importante evento em termos de afluência de público durante a Rio+20, porque é o único completamente aberto - sem credencial, sem ingresso. Ontem, 11.000 pessoas visitaram a estrutura, boa parte estudantes provenientes de escolas públicas de São Paulo e do Rio.

*Folha

JF