Moradores do prédio que pegou fogo na 110 Norte não sabem quando poderão voltar para casa

Os moradores da prumada A, Bloco M, da 110 Norte, onde um dos apartamentos foi atingido por incêndio nessa segunda-feira (14/5), ainda não têm previsão de quando poderão voltar para casa. No total, 24 apartamentos estão interditados. Profissionais do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Defesa Civil trabalham no lugar para identificar possíveis riscos à estrutura da edificação. Enquanto isso, quem vive no lugar busca abrigo na casa de familiares ou em hotéis.
No início da manhã desta terça-feira (15/5), os moradores do prédio foram até o local em busca de informações e para tentar pegar itens pessoais dentro dos apartamentos. Os agentes da Defesa Civil montaram um esquema e liberaram a subida das pessoas com equipamento de segurança e acompanhamento de profissionais do órgão. Muitos foram em busca de remédios, roupas e documentos.
Com cinco filhos em Brasília, o aposentado José Carlos Vasconcelos, 79 anos, relata que não terá problemas em conseguir um lugar para passar a noite, mas relata o susto que passou na tarde de ontem. Ele estava em casa no momento em que o fogo começou. “Foi uma situação horrível. Estava tudo escuro e precisávamos descer as escadas. Lembro que tinha muita fuligem e fumaça. Coloquei uma toalha molhada no rosto e saí”, recorda.
José mora no apartamento 401 e não teve prejuízos. Ele vive com a mulher e precisou ser levado ao hospital após o ocorrido. “Por causa do susto, fiquei mais de seis horas em acompanhamento”, diz. Sem previsão para voltar para casa, o homem afirma que espera que a situação seja normalizada o mais rapidamente possível.

O advogado Antônio Teixeira, 41 anos, ficou sabendo do incêndio quando estava no trabalho. Ele mora no 3º andar. “Apenas a empregada doméstica estava em lá. Foi um susto muito grande”, conta. O imóvel do advogado não sofreu danos, mas é um dos que está interditado. Ele precisou ir com a família e os dois filhos para um hotel. “Ainda não sei se temos como levar as crianças para a escola. Até para trabalhar eu estou impedido”, lamenta. Antônio foi ao apartamento nesta manhã para pegar roupas.

Rompimento de cabos de sustentação

A segunda vistoria da Defesa Civil, realizada nesta terça, identificou o rompimento de quase todos os cabos de sustentação da laje do apartamento 603, onde o fogo começou. Agora, engenheiros do prédio precisarão fazer o escoramento da estrutura para os profissionais do órgão darem início à perícia. Essa avaliação permitirá identificar as condições reais do prédio. Enquanto esse procedimento não for realizado, os moradores não poderão voltar para casa.
O projetista estrutural à frente do escoramento, Alexandre Campos, afirma que a expectativa é de que o procedimento seja realizado até o fim desta tarde, mas diz que ainda não sabe determinar quando os moradores poderão voltar para casa. “Ainda é muito cedo para falarmos sobre o grau de comprometimento. Precisamos fazer esses ajustes mais técnicos, como escoramento, para começar a trabalhar”, frisa.
Fonte: Quidnovi/Correio Braziliense