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  • 12 maio 2017

MARCHA FÚNEBRE DA TOM NO ENTERRO DA CPI DA SAÚDE

Um circo é comumente uma companhia em coletivo que reúne artistas de diferentes especialidades, como malabarismo, palhaço, acrobacia, monociclo, contorcionismo, equilibrismo, ilusionismo… E mágica.

Hoje teve marmelada? Teve, sim senhor!!! O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurava bandidagem e corrupção na área de Saúde, deputado Lira (PHS), após um ano de trabalho árduo investigativo da Comissão, jogou no picadeiro a oportunidade de moralizar o governo do Distrito Federal contra as mazelas que vem se acumulando a cada governo.

Autor do requerimento que deu origem à CPI, Lira foi personagem do nariz vermelho no circo montado pelo palhaço, que buscava, no furor da sua própria arquibancada implantar no Distrito Federal as famigeradas Organizações Sociais do Sistema de Saúde. No fundo, a ideia era fazer tilintar moeda no caixa do circo sob a alegação de ter herdado uma herança maldita.

Sob essa tenda circense, foram aglutinados grupos que financiaram a compra de ingressos com direito a participar de parcerias público-privadas, além das próprias OSs. No fundo, como aconteceu em atos no palácio onde brilham as esmeraldas, a meta era vender – isso mesmo, vender -, a saúde pública para conglomerados que prometiam transformar a bancarrota no símbolo de uma cruz vermelha de país de Primeiro Mundo.

Pai da CPI, Lira gerou um filho bastardo. Mal as filas se formavam na bilheteria, a lona do circo começou a pegar fogo. Bombeiros foram convocados, mas coube à polícia fazer a perícia. O inicio das investigações demonstrou um velho esquema de corrupção continuado no governo Rollemberg. Seus pares na Comissão Parlamentar trilharam em direção ao combate de fraudes e corrupções que caíam em cascata. Foi então que surgiu a denúncia da presidente do SindSaúde-DF, Marli Rodrigues. O fogo se alastrou e gravações, com labaredas incontroláveis alcançaram o Palácio do Buriti.

O vice-governador Renato Santana foi jogado no picadeiro. A primeira-dama Márcia Rollemberg colocou o tabuleiro no pescoço, onde vendia falsas ilusões e recebia troco em moeda real.

Os circenses, enfim cansados, vendo a lona desmoronar, baixaram as cortinas e tentaram sair incólumes do incêndio que se alastrava. Embora chamuscado, o elenco puxou as cortinas, sentou-se a mesa e procurou dar um basta na palhaçada.

Coerente com seus princípios e algoz da imoralidade, Wellington Luiz, presidente da CPI, tomou para si a responsabilidade de dar um ponto final no quadro que se apresentava prestes a afundar na lama criada pelos deputados Agaciel e Juarezão.

Robério Negreiros também seguiu no mesmo caminho apoiando Wasny e Wellington.

Wasny no papel de tomador, não aceitou engolir goela abaixo o relatório do palhaço, que, no picadeiro, baixou a cabeça. E o povo, sem saúde, não teve motivo para sorrir. E continuará chorando.