• Sem categoria
  • 18 ago 2015

Maradona presenteia árbitro que não viu toque de mão em gol contra a Inglaterra

De passagem pela Tunísia, Diego Armando Maradona visitou o árbitro mais importante de sua carreira: Ali Bennaceur, aquele que ignorou o toque de mão do craque argentino no primeiro gol diante da Inglaterra, em 1986, nas quartas de final da Copa do Mundo do México. Sem qualquer constrangimento, os dois posaram para fotos e até trocaram presentes. “Este fim de semana visitei Túnis, e tive um reencontro muito emocionante com Ali Bennaceur. Eu lhe dei uma camiseta argentina, e ele me deu a foto daquele jogo, que pendurava em sua casa”, escreveu Maradona, que ainda contou qual foi a dedicatória de seu mimo: “Para Ali, meu amigo eterno.”

 

Horas depois daquela vitória por 2 a 1, Maradona batizou seu gol com “a mão de Deus”, ainda que, ao deixar o gramado, tivesse jurado que cabeceou a bola na dividida com o goleiro Peter Shilton. Quatro minutos depois daquele lance, Maradona produziu mais uma jogada para a eternidade: driblou seis ingleses, inclusive o goleiro, e marcou o gol eleito pela Fifa como mais belo da história dos Mundiais.

Três anos antes daquela partida, os argentinos haviam sido derrotados pelos britânicos na Guerra das Malvinas – território chamado de Falklands pelos britânicos – e, por isso, o jogo foi encarado pelos argentinos como uma revanche, algo que extrapolava o campo esportivo. Depois de eliminar os ingleses, a Argentina passou por Bélgica e Alemanha e venceu a Copa de 1986.

Embora a maioria da população idolatre Maradona, parte cita o gol irregular como um marco da fragilidade moral de sua sociedade e condena sua exaltação como um exemplo. Os que defendem o recurso usado pelo craque costumam lembrar o episódio das Malvinas e consideram a Inglaterra seu maior rival no esporte, à frente até do Brasil.

Gol de mão de Maradona no jogo entre Argentina e Inglaterra na Copa do México de 1986
Gol de mão de Maradona no jogo entre Argentina e Inglaterra na Copa do México de 1986(Bongarts/VEJA)

As confusões e canalhices de Maradona

(com Estadão Conteúdo)