Justiça determina interdição do Zoológico

O juiz da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Distrito Federal, Carlos Frederico Maroja de Medeiros, determinou, nesta sexta-feira (9), a interdição do Jardim Zoológico de Brasília enquanto a greve dos vigilantes continuar. A medida foi acatada em ação popular de interdição, com pedido liminar, que alegava falta de segurança para pessoas e animais mantidos no espaço. Assim, o Zoo segue fechado para visitação.

A ação foi ajuizada depois da morte do elefante Babu, por suposto envenenamento. De acordo com o juiz, há plausibilidade jurídica no pedido formulado, por conta da proteção jurídica que a Constituição Federal confere à fauna. “Além da proteção à fauna, os bens públicos devem ser adequadamente cuidados, o que por certo não se faz sem a presença de quantitativo mínimo de agentes de segurança”, afirmou na decisão liminar.

“Do que consta dos autos, mesmo sob funcionamento regular do Zoológico, os animais já estavam expostos a risco de morte em decorrência de deficiência na fiscalização do local, sendo significativo disso a morte de um elefante sob a suspeita de envenenamento. O fato novo da greve de vigilantes agrava sobremaneira a ameaça que paira sobre os animais”, continuou.

A diretoria da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) confirmou que irá acatar a decisão.

Insegurança

Ainda segundo o juiz, a situação de segurança precária põe em risco também os próprios frequentadores do zoo, que não serão orientados sobre eventuais condutas inadequadas no local e protegidos contra eventuais acidentes. “Não é demais recordar que o Jardim Zoológico tem o nome de um policial militar que perdeu a vida exatamente num acidente no local, ao resgatar uma criança caída no criadouro de ariranhas, uma recordação que até hoje comove a população brasiliense. Não se pode tolerar, em absoluto, o risco de novas mortes de animais ou de seres humanos no local, em decorrência de deficiência na segurança”, concluiu.

Greve mantida

Em assembleia realizada nesta sexta-feira (9), no estacionamento do Conic, a categoria dos vigilantes decidiram, por unanimidade, pela manutenção da greve. Segundo o Sindicato dos Vigilantes do DF (Sindesv-DF), uma nova assembleia deverá ocorrer nesta sábado (10), no mesmo local. O sindicato denuncia a falta de proposta das empresas de segurança, e afirma que a greve vai durar até que eles apresentem uma oferta favorável à categoria.

A categoria declarou a paralisação no dia 28 de fevereiro e cobra reajuste salarial de 3,10% e aumento de 6,8% no auxílio-alimentação. “Querem tirar o que conquistados há 30 anos. Enquanto não tiverem uma proposta que atende a categoria, não vamos parar a greve”, afirmou o diretor de comunicação do Sindesv-DF, Gilmar Rodrigues.

 

Fonte: Quidnovi/JornaldeBrasília