• Sem categoria
  • 19 out 2015

Homem faz colchão inflável de boia no dia mais quente da história no DF

Registro foi feito por fotógrafo no Lago Paranoá, na altura do Iate Clube.
Temperatura atingiu 36,4 °C e umidade, 11%, diz Instituto de Meteorologia.

Raquel Morais

Do G1 DF

Aproveitando o calor registrado no dia mais quente da história no Distrito Federal, um homem decidiu usar um colchão inflável para boiar no Lago Paranoá neste domingo (18). O registro foi feito por volta das 18h, na altura do Iate Clube, pelo fotógrafo Alexandre Bastos. A temperatura havia atingido 36,4 °C – a maior desde o início das medições, em 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Já a sensação térmica chegou a 38 °C, e a umidade atingiu 11%. “Achei que foi uma solução bastante confortável para lidar com o calorão”, brincou Bastos.

O antigo recorde, de 2008, já havia sido igualado em setembro e superado neste sábado, quando a temperatura na capital atingiu 35,9 ºC. O Inmet informou que não há previsão de chuva no DF para os próximos dias.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, houve mais de 50 registros de incêndios florestais no domingo. Uma delas consumiu grande área verde em Brazlândia.

O Ibram informou que cerca de mil pessoas passaram pelo Parque Olhos d’Água, na Asa Norte, no dia. Também houve movimentação intensa nos parques de Águas Claras, Uso Múltiplo da Asa Sul, Lago do Cortado e Saburo Onoyama.

A Organização Mundial da Saúde aponta como preocupante quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%. O tempo seco provoca desidratação, mal-estar, dificuldade de respiração, secamento de mucosas no organismo. Segundo o órgão, a umidade ideal é de 60%.

O Inmet disse que a baixa umidade do ar acontece por conta de uma massa de ar seco no Centro-Oeste, que não permite que uma frente fria vindo do litoral chegue à região central do país.

Confira algumas medidas recomendadas pelo GDF durante a seca:

– Aumentar a ingestão diária de líquidos (água, água de coco) independente de apresentar sede ou não (beber pelo menos 06 copos de água de tamanho médio);

– Evitar os banhos prolongados com água quente e o uso excessivo de sabonete, para não eliminar totalmente a oleosidade natural da pele;

– Pingar duas gotas de soro fisiológico em cada narina, pelo menos 6 vezes ao dia. Este procedimento evita o ressecamento nasal, diminuindo a ocorrência de sangramento;

– Evitar o uso de aparelhos de ar-condicionado, pois eles retiram ainda mais a umidade do ambiente;

– Trajar roupas adequadas às condições do tempo. Usar roupas leves e claras, e se possível de algodão;

– Fazer refeições leves, incluindo frutas e verduras sempre que possível;

– Evitar exercícios físicos e atividades que atinjam grande esforço no período das 10h às 16h, ao ar livre. Neste período, a insolação e evaporação atingem seus índices máximos;

– Usar protetor solar, creme hidratante ou óleo vegetal em abundância para evitar o ressecamento da pele;

– Optar pelo uso de sombrinha ou guarda-chuva no período mais quente;

– Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol em áreas com vegetação;

– Recomendar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em ambientes fechados, entre 10 e 16 horas;

– Usar umidificador, ou colocar toalhas molhadas e bacias com água nos quartos durante todo o dia. Isso ajuda a manter o ambiente úmido;

– As crianças e os idosos são os que mais sofrem com a baixa umidade, pois as crianças estão com o organismo em formação, enquanto que os idosos são mais sensíveis a mudanças bruscas de ambiente. No entanto, o mal-estar causado pela baixa umidade pode ocorrer com pessoas de qualquer faixa etária.