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  • 26 jun 2015

Guerrero desencanta, marca três na Bolívia e leva o Peru de volta à semi

Na noite desta quinta, a seleção comandada por Ricardo Gareca bateu a Bolívia por 3 a 1, com três gols de Guerrero, e avançou para disputar uma vaga na final com o anfitrião Chile

O Peru está de volta à semifinal da Copa América, na qual caiu para o Uruguai em 2011. Na noite desta quinta-feira, a seleção comandada por Ricardo Gareca bateu a Bolívia por 3 a 1, com três gols de Guerrero, e avançou para disputar uma vaga na final com o anfitrião Chile. O tento adversário foi marcado por Marcelo Moreno (de pênalti) na segunda etapa.

Melhor no primeiro tempo, o Peru contou com o bom aproveitamento de Guerrero, que marcou dois gols e tornou o cenário favorável para a equipe já antes do intervalo. Na segunda etapa, o centroavante do Flamengo aproveitou bobeira da zaga para marcar seu terceiro e praticamente selar a classificação. A Bolívia ainda marcou com Marcelo Moreno em cobrança de pênalti aos 38 minutos, mas não teve tempo de reagir e acabou eliminada.

Agora, peruanos terão três dias de preparação para a semifinal, pois a partida contra o Chile está marcada para a noite desta segunda-feira, no Estádio Nacional, em Santiago, onde os anfitriões bateram o Uruguai em jogo polêmico na última quarta.

A Bolívia chegou às quartas de final após se classificar como vice-líder do Grupo A, atrás do Chile. A seleção tricolor empatou sem gols com o México na estreia, venceu o Equador por 3 a 2 na sequência e acabou goleada pelos anfitriões por 5 a 0 na última rodada.

Já o semifinalista Peru avançou como segundo colocado do Grupo C, atrás do Brasil. A equipe foi derrotada por 2 a 1 pela seleção canarinho na estreia, mas venceu a Venezuela por 1 a 0 na sequência e garantiu a classificação após empate sem gols com a Colômbia na terceira partida.

O jogo

O Peru começou dominando a posse de bola e as ações ofensivas. Assim como nas partidas anteriores, a equipe apostava muito nas jogadas pelo lado direito, com Advíncula, que aparecia fazendo a transição entre a defesa e o ataque em velocidade. A primeira chance do time comandado por Ricardo Gareca, no entanto, saiu pela esquerda. Após jogada individual de Guerrero, o centroavante flamenguista cortou para o meio e soltou uma bomba da entrada da área, mas mandou por cima, assustando o goleiro Quiñonez.

Nos minutos iniciais, a Bolívia apostava no contra-ataque, e contava com a articulação de jogadas de Martín Smedberg, que pouco fazia no começo da partida. Ainda melhor no jogo, o Peru cruzava sucessivas bolas sobre a área adversária. Aos 15 minutos, em bola alçada por Farfán pelo lado direito, Guerrero desviou a bola de cabeça e Pizarro aproveitou a sobra no segundo pau, mas bateu quase sem ângulo e mandou por cima.

Através do jogo aéreo, o gol peruano saiu aos 19 minutos. Após boa jogada de Cueva pelo lado esquerdo, o meio-campista abriu na esquerda para Vargas, que deu cruzamento preciso e acertou a cabeça de Guerrero. O camisa 9 subiu entre dois defensores e, ainda que desajeitado, conseguiu cabecear bem para superar o goleiro Quiñonez, abrir o placar e anotar seu primeiro tento na Copa América.

A Bolívia tentou a resposta instantânea e, aos 21 minutos, levou seis jogadores à área peruana para tentar marcar em cruzamento de falta de Smedberg. O time tricolor, no entanto, acabou cedendo o contra-ataque para os adversários, que não perdoaram. Cueva recebeu pelo lado esquerdo do setor central, ajeitou e deu belo passe por cima para Guerrero, que dominou dentro da área e tocou com categoria na saída de Quiñonez para fazer o segundo.

O jogo ficou aberto na sequência, com a busca pela reação da Bolívia. Aos 26 minutos, o lateral Leonel Morales fez boa jogada pelo lado esquerdo e soltou uma bomba da intermediária, quase acertando o ângulo esquerdo do goleiro Gallese, mas a bola subiu e passou por cima. Aos 29, Smedberg cruzou na área e Marcelo Moreno cabeceou bem do primeiro pau, mas o arqueiro peruano fez ótima defesa para impedir o gol. Os últimos minutos foram de equilíbrio, e o Peru quase aumentou sua vantagem aos 45 minutos, quando Vargas bateu bem falta frontal e acertou o travessão de Quiñonez.

Para tentar reagir na segunda etapa, o treinador Mauricio Soria trocou seus dois laterais por atacantes. Miguel Hurtado e Leonel Morales deixaram o gramado para a entrada de Pablo Escobar e Damián Lizio.

Os primeiros minutos após o intervalo foram movimentados. Enquanto a Bolívia se dispunha a trocar mais passes e jogar no campo de ataque, o Peru aceitava o papel de apostar nos contra-ataques. Foi o que aconteceu aos sete minutos quando, após saída rápida da equipe, Farfán tocou na intermediária para Pizarro, que soltou a bomba mas não surpreendeu, e o goleiro Quiñonez fez a defesa com segurança.

Com mais qualidade nas trocas de passes, os peruanos passaram a temer os lançamentos e as escapadas rápidas da seleção boliviana. Tanto que, aos 16 minutos, o goleiro Gallese recebeu cartão amarelo para demorar a cobrar tiro de meta. Aos 19, Farfán recebeu livre pelo lado direito da área adversária e chutou cruzado, mas errou por pouco o alvo. No minuto seguinte, Gareca trocou Pizarro por Carrillo. Mauricio Soria também mudou seu ataque, substituindo Peña por Pedriel.

Aos 29 minutos, em momento no qual a Bolívia era superior, o Peru aproveitou vacilo na defesa adversária para aumentar sua vantagem no placar. Após passe errado de Danny Bejarano no campo de defesa, Guerrero aproveitou o vacilo para roubar a bola, arrancou pelo meio, invadiu a área e tocou na saída de Quiñonez para garantir seu hat-trick. As duas últimas alterações de Gareca vieram na sequência: Farfán e Cueva deram lugar a Hurtado e Reyna.

A Bolívia, no entanto, não desistiu, e balançou as redes aos 38 minutos. Lizio invadiu a área pelo lado esquerdo e, ao dividir com Advíncula, foi derrubado pelo lateral e o árbitro marcou pênalti. Marcelo Moreno foi para a cobrança e encheu o pé no meio do gol para diminuir a desvantagem boliviana. Não houve tempo para a reação, entretanto, uma vez que os peruanos controlaram a partida até o apito final, que veio aos 49 minutos.

Fonte: Gazeta Esportiva