GDF descarta aumentar salário de servidor em 2018

O governo do Distrito Federal disse nesta terça-feira (2) descartar a hipótese de oferecer aumento salarial para servidores públicos até o fim de 2018. Se colocado em prática, o reajuste implicaria um gasto de R$ 2 bilhões ao ano, segundo o GDF. O aviso foi dado durante balanço do trabalho dos últimos três anos.

Na ocasião, a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, disse que 82% dos 467 compromissos de campanha feitos pelo governador Rodrigo Rollemberg junto ao Tribunal Superior Eleitoral foram iniciados ou cumpridos.

“O governo ainda tem um ano para cumprir”, afirmou Leany.

Questionada sobre o porquê de não reajustar salários, a secretária afirma que a medida, apesar de prevista em lei, está “abolida desde o primeiro dia de governo”.

“A solução seria aumentar impostos, mas o governo não vai tomar esta decisão para dar aumento ao servidor.”

Mesmo citando a dificuldade financeira, Leany afirma que o foco do GDF em 2018 é “investir na melhoria da qualidade do serviço público ao cidadão”. O ano é o último da primeira gestão do governador Rodrigo Rollemberg. Como exemplo de ações que serão priorizadas nos próximos 12 meses, a secretária cita compromissos nas áreas da saúde e educação.

Secretária de Planejamento do DF, Leany Lemos, fala sobre metas do governo para este ano

Secretária de Planejamento do DF, Leany Lemos, fala sobre metas do governo para este ano

“A prioridade para este ano é a conclusão [das obras] do Hospital da Criança e a expansão da estratégia de Saúde da Família. Também [é prioridade] a ampliação de matrículas de crianças e ensino integral, obras de creche e encerramento do lixão [da Estrutural].”

Como metas para este ano, o Buriti também citou a finalização de “grandes projetos estratégicos”, como a conclusão das obras de saída norte e a expansão do ensino profissionalizante na capital federal. Além disso, também estão entre os objetivos destacados os términos nas obras de Corumbá e do Centro de Detenção Provisória da Papuda.

Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Raquel Morais/G1)Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Raquel Morais/G1)

Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Raquel Morais/G1)

Balanço

Na ocasião, o GDF também apresentou o balanço das ações iniciadas e cumpridas desde o início da gestão Rollemberg, em 2015. O comparativo foi feito com o Plano de Governo, documento registrado no Tribunal Superior Eleitoral em que o gestor estabelece metas e um plano de ações.

Das 467 ações prometidas pelo governador, segundo um levantamento do próprio GDF, até dezembro de 2017, 82% tinham sido iniciadas ou concluídas. No entanto, o governo não cita qual percentual do andamento dessas obras já estão prontas. “A maioria”, afirma Leany.

De acordo com o balanço, meio ambiente é a única área com 100% das ações executadas. Em seguida no levantamento estão as áreas de saúde, com 90% das ações iniciadas ou concluídas, e gestão e governança, com 93%.

Já áreas como educação e assistência social lideram o ranking com o percentual de maioria de ações não cumpridas. Em três anos de governo Rollemberg, 31% das ações prometidas para a área educacional não foram postas em prática. Em relação à assistência, foram 29%. Mobilidade segue em terceiro lugar, com 27% de não cumprimento.

As justificativas para esse déficit, segundo a secretária de Planejamento, são problemas como suspensão de repasses federais para área de mobilidade no DF, assim como o excesso de metas na área de educação.

Fonte: G1