Fecomércio RJ: a intervenção no interventor de atitudes nada republicanas

A justiça para o Rio de Janeiro se faz de cega na intervenção do Sesc/Senac do sistema S não querendo enxergar o perfil nada republicano do interventor e empresário, do ramo de administração presidiaria,  Luiz Gastão Bittencourt. O homem plantado como interventor por Antônio Oliveira Santos, o decano que está a quase cinquenta anos à frente, como presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), têm um perfil que como empresário deveria está guardado onde suas empresas atuam.

Em dezembro do ano passado, às vésperas do recesso do judiciário foi decretada uma polêmica intervenção já no apagar das luzes afastando Orlando Diniz, presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).

O interventor Luiz Gastão, que assumiu a principal cadeira da Fecomércio-RJ, apadrinhado por Antônio Oliveira (CNC) com medidas desenfreadas e desastrosas provocando verdadeiramente uma confusão administrativa, ampliou os gastos, aumentou o número de funcionários e vem gerando enorme desconforto na entidade. Das medidas desastrosas uma chama atenção e joga luz pelo viés político, o corte do patrocínio no time de vôlei feminino treinado por, Bernardo Rocha de Rezende (o Bernardinho). O treinador da Seleção Brasileira anunciou a aposentadoria nas quadras e enveredou no mundo da política. Lançou pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro apoiado por grupos que hoje estão no poder esfacelados pela Operação Lava Jato.

Luiz Gastão goza de uma extensa folha corrida na justiça como empresário, financiando campanhas políticas que o faz abocanhar contratos públicos milionários em vários estados. Em 2014 foi um dos maiores doadores da campanha do governador, José Mello, para o governo do Amazonas com: R$ 1,2 milhão.  O ex-governador está preso no presídio Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2). O repasse foi feito através da Serval Serviços e Limpeza, que tem como administrador Luiz Fernando Bittencourt, primogênito de Gastão. No Ceará também há flagrantes da participação de Luiz Gastão em financiamentos de campanhas políticas. A Umanizzare, empresa que administra presídios no Amazonas e que Gastão figura como proprietário é investigada em crimes de tortura, massacres e facilitação de fuga de presos.

A Batalha entre o decano Antônio Oliveira (CNC) com Orlando Diniz (Fecomércio-RJ) pode está transformando mocinho em vilão. A Fecomércio-RJ foi citada durante a Operação Calicute tentáculo da Lava Jato que flagrou o esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral e sua esposa Adriana Anselmo, encontrando indícios de que serviços de advocacia da primeira dama podem ter patrocinado programas do governo estadual. E até pagamentos de salários ao chefe de cozinha que estava a disposição do Palácio da Guanabara.

Toda essa história rocambolesca de denuncias segundo Orlando Diniz é fabricada por Antônio Oliveira. Diniz afirma que as desavenças entre eles se acirraram no momento em que se tornou crítico contumaz do estilo (arcaico de administração da CNC).

A intervenção de Luiz Gastão poderá ter fim nesta terça-feira (06) porque os ingredientes expostos do perfil do interventor o descredencia para a decisão que será tomada pelos ministros do STJ. Vale a pena chamar a atenção para o fato de que o interventor tem como base empresarial o estado do Ceará acumulando processos na Justiça. Coincidência ou não a liminar que afastou Orlando Diniz da presidência da Fecomércio-RJ  foi concedida pelo ministro Napoleão Maia e referendada pela presidenta da corte Laurita Vaz. Napoleão Maia é cearense onde o interventor é muito conhecido pela justiça como empresário de atitudes nada republicanas.