Exclusivo: Facções do crime organizado ameaçam o judiciário em Brasília

 

 

Por: Mino Pedrosa

Em meio à crise na segurança pública do Distrito Federal, um documento confidencial vazou do departamento de inteligência da Polícia Civil, chegando as mãos da imprensa que omitiu dados relevantes e de extrema preocupação aos órgãos de defesa nacional.

Na crise protagonizada pelo diretor geral da PC-DF, Eric Seba, o documento restrito a inteligência foi usado na tentativa de justificar a criação de uma super delegacia que terá como finalidade apurar crimes juntando a Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) e a Divisão de Crimes contra a Ordem Tributária (Dicot).

Toda essa rocambolesca delegacia trouxe descontentamento na corporação e a reação na maioria dos delegados e agentes foi de não acatar o projeto imposto pelo governador Rodrigo Rollemberg, goela abaixo do diretor Eric Seba.

Áudios vazados com exclusividade pelo site: Quidnovi.com.br e repercutidos na imprensa local trouxeram a luz um comportamento nada ético do diretor geral, Eric Seba, revelando acusações gravíssimas contra “delegados da corporação que praticam crimes de corrupção e uso entorpecentes.  Mesmo na ativa e não resistindo a exames toxicológicos”.

Curioso é que parte da mídia que sai em defesa de Eric Seba omitiu do relatório confidencial, alerta para o risco de assassinato de três juízas nominadas no relatório: “MONICA IANNINI MALGUEIRO da 1ª vara de entorpecentes do DF, ROBERTA CORDEIRO DE MELO MAGALHAES da 2ª vara criminal e LEILA CURY da 2ª vara de execuções penais da Samambaia”.

O relatório bombástico que afirma a instalação do crime organizado na Capital Federal fez o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Território (TJDFT) acender a luz vermelha, difundindo o documento para os serviços de inteligência das forças armadas que compõem o órgão de defesa nacional: Ministério da Defesa.

A gravidade da notícia pautou de pronto a Polícia Federal que trabalha com a inteligência do departamento prisional do Distrito Federal para identificar o comando da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em Brasília.

Na imprensa o documento vazado cita apenas o nome de três delegados sendo um deles Fernando César Costa, que está no comando da super delegacia criada pelo governador Rodrigo Rollemberg.