DFTrans: caça as bruxas chama atenção do MPDFT

Por Mino Pedrosa

A Operação Trickster da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que levou para cadeia mais de 30 pessoas pelo escândalo de corrupção no DFTrans, começa por parte do governo uma verdadeira caça as bruxas. Elisângela Costa e Silva admitida na função de Operadora de Bilhetagem em 1 de novembro de 2016 recebeu o aviso de demissão sem justificativa plausível. A mando de Rollemberg, o ex-secretário Marcos Dantas, ordenou que a direção do DFTrans demitisse os delatores.

Para a Polícia que investiga o caso é simples: trata-se da esposa do também ex-funcionário do DFTrans exonerado logo após prestar depoimento no inquérito “Karlon Rodrigues Costa”. O depoimento de Karlon caiu como uma bomba no Palácio do Buriti. Ele citou a primeira dama Márcia Rollemberg exercendo a mão de ferro junto ao DFTrans privilegiando apenas uma cooperativa em Brazlândia, que segundo a Polícia, cometeu desvios de recursos deixando rombo de milhões de reais para os cofres da autarquia.

Karlon e esposa demitidos do DFTRans.

Márcia Rollembeg, primeira Dama, jamais poderia ter ingerência no DFTrans e ainda mais privilegiando uma cooperativa que teve o seu presidente preso por desviar recursos no esquema de fraude na bilhetagem. Karlon Rodrigues prestou dois depoimentos para inquéritos distintos, mas, com o mesmo objetivo. E no inquérito que corre em segredo de justiça por figurar autoridades com foro privilegiado citou a influência da primeira Dama no esquema da bilhetagem.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) devolveu o inquérito para a delegacia que investiga a fraude e corrupção no DFTrans e a qualquer momento uma nova operação pode levar para cadeia figurões que tinham foro privilegiado e hoje por serem pré-candidatos ao parlamento não tem mais. Pelo visto a reeleição de Rodrigo Rollemberg anda pelo fio da navalha.

Leia abaixo matéria que revela as ordens para demitir e nomear privilegiando cabos eleitorais:

DFTrans: a prova cabal da máquina de fazer dinheiro e votos nas eleições de 2018