Delator da Lava-Jato é preso em ação contra tráfico internacional de drogas

Um dos presos na Operação Efeito Dominó, da Polícia Federal, é o doleiro Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará. Conhecido como um dos delatores da Operação Lava-Jato, ele foi preso preventivamente em João Pessoa. Outras 7 pessoas foram alvo de mandados de prisão na operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas, realizada em 6 estados e no Distrito Federal.
A Polícia destacou que Ceará havia firmado acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Como delator, ele mencionou nomes de políticos como Fernando Collor de Mello, Aécio Neves, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues. Ele atuava na Lava-Jato com o doleiro Alberto Youssef.
Carlos Alexandre chamou atenção dos investigadores pelo fato de ter retornado ao crime mesmo tendo fechado um acordo de colaboração premiada. Em nota, a PF afirmou que deve comunicar tanto a PGR quanto o STF sobre a prisão do réu colaborador “para avaliação quanto a quebra do acordo firmado.”

Prisões em seis estados e no DF

A Operação Efeito Dominó prendeu 8 pessoas em uma investigação de tráfico internacional de drogas comandada por Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, um dos maiores traficantes da América do Sul. A ação, intitulada Efeito Dominó, uma alusão ao fato de existir um efeito em cascata no tráfico internacional de entorpecentes, é um desdobramento de investigações iniciadas em 2017, que resultaram na chamada Operação Spectrum, quando a PF desarticulou o esquema do traficante.
Cerca de 90 policiais federais cumpriram 26 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. As ações ocorreram nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. Em Brasília, foram cumpridos 2 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva.
A investigação ressalta a complexa e organizada estrutura chefiada pelo Cabeça Branca, destinada à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. “As investigações demonstram robustos indícios acerca do modus operandi da organização criminosa, consistente na convergência de interesses das atividades ilícitas dos clientes dos doleiros investigados”, afirmou a PF em nota.
Fonte: Quidnovi/Correio Braziliense