Capital Empreendedora reúne mais de três mil pessoas em Brasília

O maior evento de empreendedorismo do Centro-Oeste reuniu mais de três mil pessoas durante dois dias de intensa programação no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A terceira edição do Capital Empreendedora promoveu o encontro de grandes nomes do marketing, como Erico Rocha, Camila Farani, Fábio Blindes e Max Oliveira, com investidores e jovens empresários.

Além de abrir espaço para startups, que puderam exibir seus trabalho, promover mentorias e workshops, o Capital Empreendedora de 2018 foi além dos tradicionais debates sobre negócios. A maratona incluiu discussões sobre gênero, relação da cidade com o empreendedorismo e inovação no setor público.

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Acostumada com ambientes de inovação, a empresária Juliana Guimarães, co-fundadora do 55lab.co, comemorou a oportunidade de poder debater os desafios de ser mulher e empreendedora. “Apesar de ser um público jovem e disposto a debater novas ideias, ainda é majoritariamente masculino. É muito bom poder falar de empreendedorismo e de como é ser mãe nesse cenário, que nem sempre é sensível ao tema”, disse.Juliana foi uma das três participantes do Painel Mulheres Empreendedoras, mediado pela diretora de redação do Metrópoles, Lilian Tahan, ao lado da co-fundadora do Sabin, Sandra Costa, e da engenheira civil (e mãe de sete), Julyana Mendes.

“Falar da maternidade real, dos desafios de ser mãe, mulher e profissional é sempre incrível. Mas desta vez foi diferente, para um público inovador e empreendedor”, disse Julyana Mendes, mãe de sete.

Ela embarcou nas redes sociais para mostrar sua rotina incomum, atraindo uma multidão de seguidores, especialmente mulheres, que buscam inspiração e apoio na criação dos próprios filhos a partir da experiência dela.

Durante o painel de sábado (19/5), a mãe de sete sugeriu à plateia criar as crianças com personalidade, observando e respeitando as características pessoais de cada uma: “Não adianta a gente esperar adultos fortes, argumentativos, questionadores e corajosos, se na infância limitamos os nossos filhos em tantos aspectos, muitas vezes exigindo que eles sejam apenas um espelho daquilo que nós somos”.

Mais do que co-fundadora de uma empresa de sucesso, Sandra Costa é uma pioneira do empreendedorismo na capital do país. Ao lado da sócia e amiga Janete Vaz, criou o laboratório Sabin há 30 anos. A empresa brasiliense extrapolou os limites do quadradinho e hoje está em 11 estados — além do Distrito Federal. “Digo que o Sabin tem alma, e é uma alma feminina. E continuamos buscando evoluir, com novas ideias e tecnologias”, contou. A rede atua com 77% de mão de obra feminina.

“A história de mulheres empoderadas contribui para que outras tenham a inspiração e a coragem de inovar. Estamos diante de três belíssimos exemplos de empreendedoras que hoje podem nos motivar a ir mais longe”, disse Lilian Tahan.

Cidades inteligentes
Outro encontro inovador reuniu representantes do governo (Anatel) e da indústria (Qualcomm e Grupo Algar) para discutir a relação do espaço urbano com o empreendedorismo. O painel foi mediado pelo head de conteúdos estratégicos do Metrópoles, Fernando Braga.

“As cidades estão crescendo e precisam ser racionais. Atualmente, 50% da população mundial vive em áreas urbanas e esse número tende a crescer, mas só 2% do território global é composto por cidades. A tecnologia pode ser útil para áreas de segurança, saúde e educação”, explicou Braga.

Além dos carimbos
É difícil pensar em inovação dentro de um ambiente conhecido pela burocracia, como o serviço público. Mas o desafio de aliar tecnologia para melhorar a gestão é encarado pela assessora empresarial do Banco do Brasil, Sephora Lilian, e pelo servidor da Caixa Econômica Gino Terentim.

O Painel Intraempreendedorismo foi mediado pelo colunista do MetrópolesCaio Barbieri. “Diferentemente do passado, hoje os servidores públicos começam a entender a velocidade das mudanças e passam a deixar a zona do conforto, superam os obstáculos e criam soluções inovadoras e criativas, mesmo com os limites que o setor público impõe”, afirmou Barbieri.

“Muitas vezes, o resultado das empresas públicas é aferido por parâmetros como carimbar papel. Mas, e quanto a atender bem? Os medidores de produtividade precisam ser revistos”, disse Gino Terentim.

Fonte: Quidnovi/Metrópoles