Cai a máscara: a colaboração que causa pânico em políticos e empresários

Por Mino Pedrosa

Um petardo caiu na Capital da República atingindo em cheio o Supremo Tribunal Federal (STF) e alguns personagens ilustres de Brasília. A matéria do site O Antagonista trouxe à baila com exclusividade uma manobra judicial a favor da empresária bilionária, Maria Cristina Boner Leo e o sócio e ex-marido, Antônio Bruno Di Giovanni Basso.

Um processo de separação litigiosa tramitou no gabinete do Ministro do STF, Ricardo Lewandowski, seguindo um rito irregular que envolveu o desbloqueio de 11 milhões de reais que servia de cortina para esconder um processo de 153 milhões de reais em desfavor da empresária Cristina Boner.

Dez anos após o início da Operação Caixa de Pandora que derrubou o governo de José Roberto Arruda, uma testemunha chave do processo, depois de inúmeras tentativas de colaboração com a justiça, enfim, consegue ser ouvida. Em 2010 Antônio Bruno Di Giovanni Basso, tentou por meio do advogado e ex-subprocurador da República, José Roberto Santoro, uma oitiva com a também subprocuradora, à época, Raquel Dodge, que conduzia o processo 650 chamado de Caixa de Pandora.

No entanto, o ex-subprocurador prestava consultoria para Cristina Boner nos bastidores o que inviabilizou as tentativas de Bruno. Por não ter obtido sucesso nas inúmeras investidas, Bruno Basso enviou uma carta para a subprocuradora adiantando sua intenção de delatar fatos vividos junto com a empresária bilionária, Maria Cristina Boner Leo.

Raquel Dodge, recebeu a carta, mas, muito amiga de Santoro, atendou o pedido do colega e não recebeu Bruno Basso, poupando Cristina Boner. Quem também recebeu uma carta foi o procurador Sérgio Bruno, este, fez contato com o colaborador e marcou data para uma oitiva. Porém, não se sabe por qual motivo, Sérgio Bruno, não colheu o depoimento previamente agendado. Mas, pediu o indiciamento de Cristina Boner.

Agora, um escândalo no gabinete do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowsk e novamente envolvendo o ex-casal Cristina Boner e Bruno Brasso, trouxe a luz novos fatos relacionados à Caixa de Pandora. Dessa vez o Ministério Público Federal (MPF) está ouvindo o colaborador que por muitos anos conviveu como marido e sócio de Cristina Boner em negócios escusos na TBA Informática, representante da Microsoft do bilionário Bill Gates no Brasil. Bruno Basso está detalhando relações de empresários e políticos que receberam propinas.

Em Brasília, está sendo revelado estreitas relações entre o político vestal Cristovam Buarque e os empresários. Bruno Basso detalha essa relação construída pela sua sócia e o fiel escudeiro do governador Cristovam Buarque, Waldomiro Diniz que foi flagrado em vídeo cobrando propina do bicheiro Carlinhos Cachoeira para repassar a políticos do PT e por esse motivo está condenado a 12 anos de reclusão. Waldomiro era sócio de Cristina Boner, em uma faculdade de tecnologia em São Paulo.

Bruno Basso revela que Waldomiro Diniz e Cristovam Buarque arrecadavam dinheiro junto aos empresários para uma ONG de Cristovam. Lembra também que como amigo Cristovam Buarque, frequentava assiduamente a residência do casal e que pediu ajuda financeira sendo prontamente atendido. Cristovam Buarque pediu para que Cristina Boner ajudasse também o então deputado, Antônio Regufe, e foi atendido.

Outro nome que vem a luz e com muito mais intensidade é o do empresário Paulo Octávio (P.O). Esse, parceiro em negócios com Cristina Boner, usando o governo do GDF, sendo ressaltada algumas parcerias como a reconstrução do Hotel Brasília Palace e principalmente no serviço poupatempo chamado em Brasília de Na Hora. Cristina foi flagrada em vídeo com o delator Durval Barbosa, repassando propina para se manter à frente do Na Hora. O que culminou com o indiciamento de Boner na Caixa de Pandora.

 

Toda essa explosiva colaboração traz à tona, personagens que se esquivaram da Caixa de Padora. Bruno Basso revela também, relações nada republicanas com políticos no âmbito nacional como o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Palloci, Sérgio Cabral e outros.

O site www.quidnovi.com.br teve acesso com exclusividade às cartas enviadas pelo colaborador a subprocuradora Raquel Dodge e ao procurador Sérgio Bruno em 2010  e publica na íntegra. O site está acompanhando o desenrolar desse litígio que vem se arrastando durante anos na justiça.