Brasília, 17 de janeiro de 2018
20 abr 2017
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CABEÇAS NA BANDEJA

O presidente do PMDB do Distrito Federal, Nelson Tadeu Filippelli, anda com a corda no pescoço e um nó nas mãos da Operação Lava Jato. O escândalo de propina envolvendo a empreiteira Odebrecht na construção do Centro Administrativo Centrad, divulgado ontem pelo Jornal Nacional (Globo) sepultou uma eventual candidatura de Filippelli a uma cadeira majoritária no Palácio do Buriti.

A vergonha revelada pelo telejornal à população de Brasília, revela o pedido de propina no valor 17 milhões de reais, sendo que o executivo da Odebrecht, João Pacífico, relatou que pagou 2,5 milhões, sendo 500 mil ao então governador Agnelo e 2 milhões ao vice,  Filippelli. Ele não finalizou os pagamentos devido o não cumprimento do acordo.
O senador Hélio José aproveitou o desgaste de Filippelli à frente do partido no DF e pleiteou, junto a executiva, o cargo de presidente do partido no Distrito Federal, usando os favores de Renan Calheiros, hoje seu padrinho político.
Vale apena lembrar que Filippelli cresceu nas axilas do ex-governador Joaquim Roriz e sempre desfrutou das tetas da loba do Buriti.
Filippelli foi denunciado publicamente pelo delator da Caixa de Pandora, Durval Barbosa, e pelo empresário Alcir Collaço, de ter comprado a presidência do PMDB do Distrito Federal que estava sob o comando de Renan Calheiros, Michel Temer, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves.
A cúpula peemedebista tentou processar Durval Barbosa e o empresário, mas desistiram propondo acordos judiciais. Filippelli traiu Joaquim Roriz, roubando a presidência do partido que estava na mão do velho cacique.
Em vídeo, o delator da Caixa Pandora, Durval, relata como foi à negociação e quanto custou para Filippelli assumir a presidência do PMDB do Distrito Federal.
O escândalo divulgado pelo telejornal envolvendo pagamento de propina ao ex-governador Agnelo Queiroz e ao vice Nelson Tadeu Filippelli foi apenas o começo de umas enxurradas de denúncias de corrupção envolvendo o nome da dupla Batman e Robin, leia-se Agnelo e Filippelli.
Veja vídeo Operação caixa de pandora.