Brasília: a corte do rei com seus bobos

Por Mino Pedrosa

O maestro do jogo ardiloso na política do Distrito Federal entra no descompasso e desafina a sinfonia da orquestra de Jofran Frejat que aparece liderando as pesquisas rumo ao Palácio do Buriti. O reinado do ex-governador Joaquim Roriz, chegou ao fim e restou um pupilo que herdou a coroa: José Roberto Arruda. A diferença do velho político tradicional é a palavra; o fio do bigode. Ao herdar o trono e carregar a coroa, Arruda enveredou pelos caminhos de discórdias e infidelidades pagando um preço alto. Leia-se “Caixa de Pandora”.

No túnel do tempo Roriz, se articulava e depositava confiança nos seus aliados o que fez se perpetuar no poder. Eram sempre os mesmos sem receio do surgimento de novos líderes em seu grupo político. Já Arruda! não é bem assim. Articulador entre quatro paredes o herdeiro dissemina desacordos, minando o território e buscando mexer com a vaidade e o ego de cada um. Com isso garante o alto comando na política do DF.

Uma verdadeira romaria, todos os candidatos que se dizem oposição ao governador Rodrigo Rollemberg buscam a bênção e saem acreditando ser o afilhado escolhido de Arruda. Com isso surgem várias candidaturas avulsas, implodindo o grupo e Arruda se mantém como fiel da balança alimentando a esperança de que por meio da justiça possa voltar a ocupar o trono.

O comando do grupo político de oposição está dividido entre a popularidade de Arruda e a infraestrutura partidária de Tadeu Filippelli. As candidaturas avulsas indicadas nos bastidores por Arruda transformam esses candidatos em bobo da corte, fazendo graças para Arruda e Filippelli.

Na semana passada o lançamento da pré-candidatura de Alírio Neto(PTB-DF) ao Palácio do Buriti, com discurso de espaço para a velha política do grupo identificava a digital do ex-governador Arruda como sendo o autor do texto. Nos bastidores Arruda tenta minar a candidatura de Jofran Frejat que trabalha o projeto de renovar o modelo de política ultrapassada e corrupta que levou Brasília ao caos. Nesse novo modelo de gestão Frejat avisa que: “não vai permitir ingerência”.

No conto de Arruda todos são convencidos de suas pré-candidaturas: Alberto Fraga, Izalci Lucas, Alírio Neto, Celina Leão, Joe Valle, Eliana Pedrosa, Paulo Octávio e Jofran Frejat. Todos como bobo da corte, alimentando a esperança do projeto político de Arruda e Filippelli que estão pendurados nas barras dos tribunais.

Toda essa confiança de Arruda não é para menos. Apesar dos percalços em sua trajetória política as pesquisas mostram que em uma possível candidatura ao GDF seu nome aparece como sendo imbatível e chancela o seu reinado herdado de Joaquim Roriz.

Enquanto isso Rodrigo Rollemberg vem consolidando a sua candidatura a reeleição acreditando no esfacelamento da oposição e confiando na batuta do judiciário em manter a inelegibilidade de José Roberto Arruda.