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  • 17 set 2015

A devassa da PF na Esplanada dos Ministérios

 

A Polícia Federal em busca de desvendar mais um dos grandes esquemas do Fundo dos Trabalhadores da empresa de Correios e Telégrafos (Postalis) vem descobrindo personagens conhecidos na Esplanada dos Ministérios. Depois de descobrir o envolvimento do lobista Milton Lyra, conhecido em Brasília e ligado ao presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, a PF joga luz em outro personagem também conhecido na Esplanada e que também teve uma passagem pelo Ministério do Trabalho no cargo de Secretário de Políticas Públicas de Empregos, deixando pegadas de corrupção, chegando até à condenação no Tribunal de Contas da União.

Ezequiel Nascimento, ganhou notoriedade no caso do jatinho em que o então Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, usou para cumprir agenda no estado do Maranhão. Segundo o ministro, o ex-assessor foi o responsável pela viagem no jatinho de Adair Meira, responsável por organizações não governamentais que mantêm convênio com o ministério.

O caso chegou a ser explorado pela oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff. A partir daí, Ezequiel Nascimento passou também a ser alvo de investigação nos contratos com as ONGs e sindicatos que buscavam liberações de cartas sindicais. Ezequiel esta envolvido em irregularidade com o Fundo de Garantia (FGTS) e agora também foi flagrado com o lobista Milto Lyra no escândalo do Postalis.

Ezequiel que presidiu o SindLegis não pode mais concorrer a nenhum cargo porque além de não ter as contas aprovadas pelo TCU quando estava à frente do SindLegis, passou a ser ficha suja no novo estatuto do sindicato.

A Polícia Federal esta indo a fundo nas investigações no Postalis e descobrindo várias ramificações ligadas a sindicatos e ONGs. O IBLEGIS também é alvo da Polícia Federal envolvendo o lobista Milton Lyra e Ezequiel Nascimento, no esquema de cartões de benefícios. Pelo visto a ficha corrida de ambos pode resultar em pulseira de prata doadas pela Polícia Federal.

Vale lembrar que o IBLEGIS foi uma criação de Ezequiel Nascimento, para tentar se limpar nas sujeiras deixadas quando presidiu o SindLegis e também sua passagem pelo Ministério do Trabalho.

Milton Lyra, Ezequiel Nascimento, Renan Calheiros, Luciano Lobão e outros estão juntos e misturados, cada um no seu devido tamanho.

Entenda o caso Postalis

O lobista Milton Lyra, ligado a Ezequiel Nascimento, ambos apadrinhados pelo presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, organizou um investimento que deu prejuízos ao Postalis. Em 2010, o grupo Galileo Educacional foi criado para tentar salvar a universidade Gama Filho da bancarrota. O Galileo emitiu R$ 100 milhões em debêntures, títulos em que a empresa paga juros no futuro a quem a financia. A garantia eram as mensalidades do curso de medicina, o mais respeitado. O Postalis investiu R$ 75 milhões no Galileo. Dois anos depois, Miltinho tornou-se diretor do Galileo. O Ministério da Educação descredenciou a Gama Filho, e milhares de estudantes ficaram sem aulas, sem diploma e, claro, não pagaram mensalidades. O grupo Galileo está quebrado, com uma dívida de cerca de R$ 900 milhões.