Romário pede cancelamento de eleição da CBF ao Ministério Público

Ao lado de outros sete parlamentares, o senador Romário pediu nesta quarta-feira (4/4) o cancelamento da eleição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), marcada para 17 de abril. Em uma reunião com o subprocurador Geral da República, Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho, Romário entregou o documento assinado por senadores e deputados. O ex-judoca João Derly também estava presente no encontro.

 

No documento endereçado à procuradora-geral, Raquel Dodge, Romário aponta que a CBF “promoveu um verdadeiro golpe” ao fazer alterações no instituto da entidade. Ele se refere à alteração que deu diferentes pesos ao poder de voto dos clubes e das federações estaduais.

 

“Não há dúvidas, portanto, que, a atual direção da Confederação Brasileira de Futebol manipulou o seu colégio eleitoral para, por meio de manobra ilegal de alteração estatutária, manter o controle de seus votos e continuar a impedir a democratização do futebol brasileiro”, diz um dos trechos do documento.

 

Além de Romário, os senadores Randolfe Rodrigues, José Medeiros, Magno Malta, e os deputados Otávio Leite, Silvio Torres, João Derly e Ezequiel Teixeira assinaram o pedido.

 

A eleição da CBF está marcada para 17 de abril e tem candidato único: o diretor financeiro Rogério Caboclo. Até o momento, a entidade é comandada pelo presidente interino Antonio Carlos Nunes, que ocupa o cargo na ausência de Marco Polo Del Nero.

 

Defesa

 

Em nota, a CBF afirmou que a “alteração estatutária levada a efeito com total regularidade por sua Assembleia Geral, e que é objeto de indagação por alguns tradicionais oponentes da entidade, cuidou de conferir direito a voto aos 20 clubes da Série B, em respeito à democratização do processo eleitoral”.

A entidade também destacou que “enquanto a lei permitia a adoção de um sistema de peso de voto na proporção de seis para um, a CBF optou por um sistema que prevê votos de peso três, dois e um para federações estaduais, clubes da Série A e da Série B. Isso garantiu que a representatividade de clubes e federações no colégio eleitoral não fosse alterada”.

Ainda de acordo com o comunicado da CBF, “em nenhum momento houve mudança do procedimento para registro de chapa e candidatura, que se mantém íntegro e impassível de discussão judicial há décadas e que foi piamente respeitado no atual processo eleitoral. O que existe neste momento é a tentativa de confundir os assuntos, dando a impressão que houve alteração para beneficiar alguma das partes”.

A CBF afirmou, por fim, que “neste momento cumpre registrar que, com o apoio de 93% dos clubes (37) e 93% das federações (25), torna-se absolutamente irrelevante o peso dos votos ora discutido, uma vez que a chapa registrada foi legitimada pela quase totalidade dos eleitores”.

 

Fonte: Quidnovi/Correio Braziliense