22 pessoas foram infectadas com H1N1 ou H3N2 este ano no DF

A primeira semana de vacinação contra a gripe foi agitada no Distrito Federal. A reportagem do Correio flagrou filas e registrou a reclamação de brasilienses que procuraram os Postos de Saúde e não conseguiram a dose. A diretora de vigilância epidemiológica da Secretaria de Saúde do DF, Maria Beatriz Ruy, admite que o período foi “conturbado”, mas ressalta que 117.152 pessoas já se imunizaram e  há vacina para todo o grupo atendido pela rede pública.

O número citado por Maria Beatriz Ruy é o mesmo divulgado no boletim epidemiológico de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Segundo a profissional, até 12 de maio, será possível imunizar as 706 mil pessoas dos grupos de risco que incluem idosos, crianças até 5 anos, gestantes, mulheres que deram à luz recentemente, entre outros.

Segundo o levantamento, divulgado na manhã desta sexta-feira, 14 pessoas foram contaminadas pelo vírus H1N1 e uma morreu. O H3N2, outro vírus agressivo da gripe, teve oito casos. A rede pública registrou 525 casos de gripe notificados, sendo 413 em moradores da capital. Dos casos em brasilienses, 223 deram positivo para vírus respiratório, 38 deram negativo, 96 permanecem em investigação e em outros 57 não houve coleta de material para exame. “A semana foi conturbada, mas atingimos mais de 117 mil pessoas. Publicaremos no boletim. A população pode ficar tranquila que tem vacina para todo mundo”, tranquiliza.

Maria Beatriz Ruy recomenda que, na próxima semana, a população se oriente nos postos de saúde para saberem os horários mais tranquilos para se vacinar. “Se tiver fila, a pessoa pode voltar em outro horário. Até porque, em alguns lugares, não tem proteção do sol. Hoje o ritmo está bem mais tranquilo. Normalmente, as unidades estão mais vazias no horário do almoço e no fim do dia”, destaca.

Sobre a quantidade de pessoas contaminadas e o caso de morte por H1N1 registrado na capital, a diretora ressalta que não há motivo para pânico. “Não há necessidade de correria. Todos serão vacinados. Temos casos da doença no DF, mas não é caso para alarde. Orientamos que idosos com dificuldade de sair de casa agendem uma visita para receberam a dose no número 160, e as mães de crianças, que vejam na unidade de saúde básica mais próxima o melhor horário”, recomenda.

 

Fonte: Quidnovi/Correio Braziliense